Rirei do mundo.
Nenhuma criatura viva ri, à exceção do homem. As árvores podem
sangrar quando feridas e os animais no campo
gritarão de dor e fome,
mas apenas eu tenho o dom de rir, e ele é meu,
para usar quando o
desejar. De hoje em diante, cultivarei o habito
de rir.
Sorrirei e minha digestão será melhor; rirei baixinho e minhas
obrigações serão aliviadas; rirei e minha vida
se alongará, pois este é o
segredo da vida longa, e agora é meu.
Rirei do mundo.
E
principalmente rirei de mim mesmo, pois o homem é mais
cômico quando se leva a sério demais. Jamais
cairei nesta armadilha da
mente.
Pois, embora eu seja o milagre
da natureza, não sou ainda um
mero grão jogado para lá e para cá pelos ventos
do tempo? Sei eu
realmente de onde vim e para onde vou? Não
parecerá tola minha
preocupação de hoje, daqui a dez anos?
Por que devo permitir que os
mesquinhos acontecimentos de hoje me perturbem?
O que pode ocorrer
ante este Sol, que não parecerá insignificante
no rio dos séculos?
Rirei do mundo
Og Mandino – O Maior vendedor do mundo
Pergaminho número sete


